Quando completei os dezoito anos, meu dente do Siso nem estava pensando em nascer. Começou a aparecer mesmo em meados dos meus 21. Segue a história baseada em dentes reais.
Estrelando:
- Doutor: César
- Dono: Eu
- Dentes:
S1 (Siso superior direito)
S2 (Siso superior esquerdo)
S3 (Siso inferior direito)
S4 (Siso inferior esquerdo)
- Comunidade antiga de dentes
- Uma surpresa
Deitado na cadeira do consultório de dentista.
S1: Com licença pessoal! Gostaria de pedir um minuto a atenção de todos. Tanto dos moradores da fileira superior, como da inferior.
Como vocês já devem ter percebido, eu e minha família estamos começando a aparecer no pedaço, mas em breve estaremos partindo dessa pra melhor. Portanto, não precisa começar o empurra-empurra aí pra frente. Reparei que ano passado o Dono retirou os alambrados de ferro aí do pessoal. Ah, que alívio, hein!
Eu: Nesse momento eu já estava vendo mais estrelas que o Tom com martelada do Jerry. Foi aí que o doutor tentou me confortar.
Doutor: Os outros dois dentes foram tranquilo. Este está mais difícil de sair. É daqueles que aparecem uma vez a cada três anos. Sabe?
S3: É doutor... nós amamos ele.
Doutor: Parece que esse dente te ama!
S3: Eu não disse?
Doutor: Vou precisar usar a broca para soltar a raiz.
Enquanto eu sentia a broca faiscando esse dente, aproveitava para agradecer a todos os santos pelas anestesias.
S2: Galera, eu tenho uma dúvida ainda. Por acaso o Dono já sabe que somos em 5 na família?
S3: Sabe sim. Vou te contar cara, como eu sou o mais crescidinho de nós, na hora que o Doutor falou que eram 5 dentes do Siso eu até vi a cara dele. O Dono aí de cima ficou boquiaberto. Foi hilário!
Doutor: Eu quebrei seu dente em partes, digamos que agora falta um grãozinho de arroz, ok?
Eu: Sinceramente, eu não sei bem ao certo o que um dentista espera que você responda além de "aham" e "ã-ã".
Mesmo assim ele continuou.
Doutor: Assistiu o jogo ontem?
Eu: ???
S1: Putz pessoal, está chegando a hora de partir. E só pra descontrair, antes que eu vá me embora: Vocês sabem o que o S1 falou no consultório?
S2, S3, S4 e a Comunidade: o que?
S1: Fui! ahahaha
Doutor: Pronto!
S2 e S4: Abraço mano, mês que vem é nóis!
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
sábado, 17 de Outubro de 2009
Favor
O inspetor, ao pegar o aluno cabulando aula, avisa:
- Levarei você para a diretoria e será suspenso por gazear aula.
O aluno, mostrando satisfação, responde:
- Obrigado. Eu só precisava mesmo de um motivo para não assistir a aula.
- Levarei você para a diretoria e será suspenso por gazear aula.
O aluno, mostrando satisfação, responde:
- Obrigado. Eu só precisava mesmo de um motivo para não assistir a aula.
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
União
Caro Deus,
Olha, na verdade eu sou meio ateu, sabe. Não que eu não acredite que você exista, só não acredito nessa forma que dizem que você existe. Tipo, desde pequeno sempre imaginei que você fosse assim como nós humanos, talvez um pouco mais transparente.
Hoje, penso de outra forma. Acredito que você exista, mas talvez na forma de energia, como um espírito, presente numa boa ação, num pensamento positivo. E não mais como alguém que está lá no céu nos julgando. Enfim, algo presente no bem.
No final de julho perdi minha avó por parte de pai. Ela era nova ainda, sempre me pareceu estar super bem. No meio de setembro perdi a outra avó. Esta já estava mais velhinha. Entre as duas datas "comemorei" meu aniversário em agosto. Agora estou assim, órfão de avós.
É triste saber sobre certas coisas que não tornarei a presenciar. Mas pelo menos fico feliz que meu filho pôde conhecê-las e que sempre se deram muito bem.
Se por um lado eu ganhava diversas bolachas caseiras, do outro recebia cartas em letras miúdas. Se por parte de mãe tinha a brincadeira de encontrar o pastel escondido, pela parte de pai eu era servido de diversas comidas.
Se for parar pra pensar, fica difícil imaginar pessoas que passaram por tantas coisas. Que nasceram pouco depois do naufrágio do Titanic, que presenciaram as guerras mundiais, a ditadura militar, a chegada da televisão. Tiraram fotos com câmeras que explodem a lâmpada, viram Raul Seixas vivo e iam em festas ao som de vitrola. E que estão ali, sentadas na mesma mesa que você, num almoço de domingo.
Porém, o que me deixa mais preocupado são meus avôs que ficaram aqui sozinhos. Espero de coração que com o apoio de amigos e familiares essa dupla continue seguindo a vida em paz. Espero também que Deus, onde quer que você esteja e o que for que você seja, olhe por eles.
Dias atrás conversando com meu filho, ele comentou:
- Pai, sabia que os dois dias mais tristes da minha vida foi quando perdemos nossas avós?
Me surpreende uma criança de 6 anos já ter duas datas tristes e que, no fundo, compartilhamos o mesmo sentimento.
- Os meus também filho, os meus também...
Enquanto muitos partiram - por razões que nunca vamos compreender - você continua aqui. Por que Deus levou pessoas tão incríveis, e deixou você? (Paulo Coelho)
Olha, na verdade eu sou meio ateu, sabe. Não que eu não acredite que você exista, só não acredito nessa forma que dizem que você existe. Tipo, desde pequeno sempre imaginei que você fosse assim como nós humanos, talvez um pouco mais transparente.
Hoje, penso de outra forma. Acredito que você exista, mas talvez na forma de energia, como um espírito, presente numa boa ação, num pensamento positivo. E não mais como alguém que está lá no céu nos julgando. Enfim, algo presente no bem.
No final de julho perdi minha avó por parte de pai. Ela era nova ainda, sempre me pareceu estar super bem. No meio de setembro perdi a outra avó. Esta já estava mais velhinha. Entre as duas datas "comemorei" meu aniversário em agosto. Agora estou assim, órfão de avós.
É triste saber sobre certas coisas que não tornarei a presenciar. Mas pelo menos fico feliz que meu filho pôde conhecê-las e que sempre se deram muito bem.
Se por um lado eu ganhava diversas bolachas caseiras, do outro recebia cartas em letras miúdas. Se por parte de mãe tinha a brincadeira de encontrar o pastel escondido, pela parte de pai eu era servido de diversas comidas.
Se for parar pra pensar, fica difícil imaginar pessoas que passaram por tantas coisas. Que nasceram pouco depois do naufrágio do Titanic, que presenciaram as guerras mundiais, a ditadura militar, a chegada da televisão. Tiraram fotos com câmeras que explodem a lâmpada, viram Raul Seixas vivo e iam em festas ao som de vitrola. E que estão ali, sentadas na mesma mesa que você, num almoço de domingo.
Porém, o que me deixa mais preocupado são meus avôs que ficaram aqui sozinhos. Espero de coração que com o apoio de amigos e familiares essa dupla continue seguindo a vida em paz. Espero também que Deus, onde quer que você esteja e o que for que você seja, olhe por eles.
Dias atrás conversando com meu filho, ele comentou:
- Pai, sabia que os dois dias mais tristes da minha vida foi quando perdemos nossas avós?
Me surpreende uma criança de 6 anos já ter duas datas tristes e que, no fundo, compartilhamos o mesmo sentimento.
- Os meus também filho, os meus também...
Enquanto muitos partiram - por razões que nunca vamos compreender - você continua aqui. Por que Deus levou pessoas tão incríveis, e deixou você? (Paulo Coelho)
sábado, 3 de Outubro de 2009
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Pensamentos Perdidos
Sentado em uma das mesas abaixo daqueles guarda-chuvas roxos da Rua XV, fico recordando coisas que não tem mais, próximas a essa rua. Eu gostava muito de cinema fora de shopping. Do Cine Plaza, Rivoli, Ritz e Condor.
Antes de ter o módulo da polícia, os meninos de rua se banhavam muito mais no chafariz da Praça Osório. Ali do lado existia o Shopping Garcez e bem mais pra frente o Shopping Mounif Tacla.
Uma vez ouve o boato que voltaria a passar carros pela XV. Por sorte não vingou. E quando fecharam os Mc Donald's? Era praticamente impossível imaginar isso acontecer. Claro que foi por pouco tempo.
Volta e meia tem aqueles bolivianos tocando "Yolanda" na flauta. Os velhos engraxates sentados nos degraus do banco Itaú, na Boca Maldita. Duas quadras pra frente já é possível ouvir a mulher gritando: "Borboleta 13! Corre hoje!". Mais adiante tem uma dupla fazendo repente, estilo Caju e Castanha.
Antes de ter lojas esbanjando promoções de celulares e piercings, a maior atração para quem passava, eram os palhaços que imitam os transeuntes, o homem com uma cobra num vidro e lógico, o Bondinho. Que já pousou pra artistas mirins de tinta guache, pegou fileira do coral Bamerindus e também se manteve estacionado na rua mais conhecida de Curitiba até hoje.
Antes de ter o módulo da polícia, os meninos de rua se banhavam muito mais no chafariz da Praça Osório. Ali do lado existia o Shopping Garcez e bem mais pra frente o Shopping Mounif Tacla.
Uma vez ouve o boato que voltaria a passar carros pela XV. Por sorte não vingou. E quando fecharam os Mc Donald's? Era praticamente impossível imaginar isso acontecer. Claro que foi por pouco tempo.
Volta e meia tem aqueles bolivianos tocando "Yolanda" na flauta. Os velhos engraxates sentados nos degraus do banco Itaú, na Boca Maldita. Duas quadras pra frente já é possível ouvir a mulher gritando: "Borboleta 13! Corre hoje!". Mais adiante tem uma dupla fazendo repente, estilo Caju e Castanha.
Antes de ter lojas esbanjando promoções de celulares e piercings, a maior atração para quem passava, eram os palhaços que imitam os transeuntes, o homem com uma cobra num vidro e lógico, o Bondinho. Que já pousou pra artistas mirins de tinta guache, pegou fileira do coral Bamerindus e também se manteve estacionado na rua mais conhecida de Curitiba até hoje.
quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Cine
Na bilheteria:
- Boa tarde, por favor um ingresso para o filme: O Contador de Histórias.
- Certo. Mas na sessão das 15:00h é dublado.
- Tudo bem.
Fazer o que se os filmes nacionais são sempre dublados?
- Boa tarde, por favor um ingresso para o filme: O Contador de Histórias.
- Certo. Mas na sessão das 15:00h é dublado.
- Tudo bem.
Fazer o que se os filmes nacionais são sempre dublados?
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)